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O sistema hidropónico NFT (fluxo laminar de nutrientes) permite cultivar um leque variado de hortícolas e aromáticas (nabiça, alface, agrião, coentro, salsa, entre outras), separadamente ou em simultâneo, oferecendo desta forma uma resposta rápida e eficiente às necessidades dos clientes e do mercado.

Afinal o que é a hidroponia?
A hidroponia, do grego “hydro + ponos” (água + trabalho), é um tipo de cultivo onde não se usa o substrato típico, a terra, para suporte da planta. Desta forma a raiz da planta em vez de estar suportada pela terra, encontra-se suportada por tubos sintéticos ou por um substrato inerte por onde circula uma solução nutritiva previamente preparada e adequada às necessidades das plantas em cultivo.

Em 1935 o Dr. W. F. Gericke desenvolveu tecnologicamente o processo de hidroponia, tendo tornado esta técnica de cultivo viável, económica e comercializável.

Tendo em conta que o processo de hidroponia é, de forma muito sucinta, uma técnica que consiste em colocar as plantas em estruturas perfuradas onde se faz circular uma solução nutritiva para o seu crescimento, tornou-se desde cedo óbvio que seria necessário controlar um vasto leque de variáveis ao nível climático e da solução nutritiva de forma a tornar a técnica fiável e com grande eficiência produtiva.

Mantendo em mente esta necessidade de controlo e monitorização da solução nutritiva e do clima, a que as plantas estão sujeitas durante as suas diferentes fases de vida (germinação, berçário e engorda), o atual desenvolvimento tecnológico trouxe as soluções que faltavam.

Para o controlo do clima surgiram as estufas, nas quais se consegue manter um controlo mais ou menos preciso (dependendo dos equipamentos usados) das diferentes variáveis necessárias ao bom desenvolvimento das culturas (temperatura, humidade relativa do ar, exposição solar, direção e velocidade do vento, pluviosidade, concentração de oxigénio e de CO2).

Já para a solução nutritiva, a solução encontrada foram os tanques, e todo o equipamento periférico, onde se realizam as misturas nutritivas previamente dimensionadas de acordo com o tipo de planta e a fase de vida em que se encontra. Aqui controlam-se e monitorizam-se em tempo real variáveis como a electrocondutividade, o PH, a temperatura e oxigenação da solução de forma a se manterem as condições óptimas necessárias às plantas.

No ambiente de estufa as plantas são colocadas em bancadas de estruturas perfuradas e com sistemas de bombagem para que a solução nutritiva circule dos tanques até ao interior da estufa. A rega é feita de uma forma eficiente, tendo em conta que após a solução passar pelas raízes das plantas, regressa novamente aos tanques (sistema de circuito fechado). Desta forma obtém-se um aproveitamento optimizado do recurso água e do recurso nutrientes, pois o que não é consumido nas plantas regressa aos tanques para o ciclo seguinte.